Brasília

Mais de 6 mil empregos temporários foram gerados no DF no fim do ano

Resultado no comércio impactou no bom desempenho da arrecadação da capital e ultrapassou em 44% a projeção inicial da pesquisa do Instituto Fecomércio

O Distrito Federal superou a projeção de empregos temporários no comércio nos últimos meses de 2023. A expectativa era de que fossem gerados 4,3 mil postos para atender as demandas da Black Friday, Natal e Ano-Novo. O setor, no entanto, surpreendeu e empregou 6,2 mil pessoas em cargos provisórios, um aumento de 44% na previsão. Em 2022, o número foi de 3,9 mil empregos. Os dados são de levantamento feito pelo Instituto Fecomércio.

Supermercados, padarias, confeitarias, armarinhos, lojas de bijuterias e souvenirs, calçados, vestuário e acessórios foram os segmentos que impulsionaram as contratações, com uma média de quatro a dois novos funcionários empregados durante as festividades.

Para o presidente da Fecomércio, José Aparecido Freire, o resultado tem relação com a retomada da economia no pós-pandemia. “Tivemos a perda de muitos postos de trabalho, que agora estão sendo retomados graças a outros fatores, como a inflação controlada, os reajustes salariais concedidos aos setores públicos e privados, as sucessivas quedas na taxa Selic, a queda no índice de desemprego na capital e, principalmente, a resiliência dos empresários do Distrito Federal”, classificou.

O crescimento na geração de emprego impacta diretamente na economia do DF. “Tudo funciona como uma engrenagem, são ações e reações. Se a Fecomércio divulga que tem uma expectativa de contratos temporários e a supera, isso quer dizer que tivemos um incremento no desempenho da arrecadação do DF. Também acarreta no aumento do ICMS e, se aumenta o ICMS, agrega valores aos cofres públicos, que destinam recursos principalmente para a saúde e a educação”, avaliou o secretário de Fazenda do DF, Itamar Feitosa.

O efeito também se estende para 2024, já que os contratos temporários costumam ter duração de 90 dias, indo até o fim de janeiro, em função da demanda do comércio de troca de presentes e de promoções de queima de estoque.

“Esses números funcionam como um termômetro. Nosso mercado do DF está bastante aquecido. Temos um ISS que está nos dando superávit, o excesso de arrecadação e a tributação com a arrecadação em dia são vários fatores que nos direcionam a ficar otimistas para esse ano”, completou Feitosa.

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