Padrões técnicos ajudam a reduzir riscos na indústria


A prevenção de riscos no ambiente de trabalho pode envolver diversos fatores que impactam diretamente a saúde do colaborador. Entre os mais importantes, as normas regulamentadoras NR-9 e NR-15 se destacam por oferecerem parâmetros complementares de monitoramento e controle de possíveis ameaças. No setor industrial, essas diretrizes orientam a avaliação técnica de agentes contaminantes presentes no ar e contribuem para o desenvolvimento de práticas de segurança ocupacional.
Editada originalmente pela Portaria nº 3.214 do Ministério do Trabalho e Emprego, a NR-9 estrutura o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PRA), voltado à antecipação, reconhecimento e controle de fatores que possam comprometer a saúde. Ela estabelece critérios para avaliação de agentes físicos, químicos e biológicos, além de orientar a incorporação dos resultados ao plano de ação da empresa.
Já a NR-15 define limites de tolerância à exposição e serve como referência para a caracterização de condições insalubres. Seus anexos contemplam situações como ruído, calor, radiações e poeiras minerais.
"Enquanto a NR-15 aponta ‘o que é aceitável’, a NR-9 orienta ‘como identificar e agir’", explica José Lopes, diretor comercial da SpeedAir, empresa especializada na fabricação e comercialização de filtros de ar e equipamentos de filtragem.
De acordo com o executivo, os agentes contaminantes do ar industrial podem incluir fumos metálicos, vapores orgânicos e inorgânicos, névoas e gases. Para mitigar os riscos associados, são aplicadas tecnologias como ventilação local exaustora, barreiras físicas e sistemas de filtragem.
"O uso de filtros químicos, como os de carvão ativado, e de filtros absolutos estão entre as soluções mais aplicadas nas empresas para manter a concentração desses contaminantes abaixo dos limites de tolerância estabelecidos", destaca.
Segundo o diretor de operações da SpeedAir, Rai Nascimento, uma das metodologias mais utilizadas no mercado para avaliação da qualidade do ar é o uso de sensores para monitoramento contínuo, que permitem avaliar, em tempo real, variáveis como pressão diferencial e concentração de partículas no ambiente.
"Esses equipamentos ajudam a controlar a saturação dos filtros e a criar planos periódicos de manutenção preventiva. Por isso é importante revisar constantemente os processos e treinar as equipes operacionais, possibilitando uma resposta mais ágil diante de qualquer alteração nos níveis de contaminantes", afirma.
Tecnologia a favor da melhoria
Um levantamento realizado pela Global Growth Insights, aponta que aproximadamente 58% dos novos filtros já contam com tecnologias de IoT (Internet das Coisas), permitindo que a saturação dos componentes seja acompanhada com mais precisão e que a troca de peças ocorra de forma otimizada.
O estudo mostra ainda que os filtros HEPA (High Efficiency Particulate Arrestance) representam mais de 45% do mercado mundial de filtragem de ar. Reconhecidos pela capacidade de capturar até 99,97% dos contaminantes transportados pelo ar, são amplamente adotados em ambientes industriais com alta concentração de partículas.
O diretor de operações da SpeedAir esclarece que um PRA estruturado pode envolver desde o levantamento de processos geradores de agentes contaminantes, avaliação dos riscos e definição de medidas de controle, até a implantação de açãos corretivas e educativas.
"Esse conjunto de etapas busca preservar a qualidade do ar nos ambientes industriais conforme os critérios técnicos estabelecidos", evidencia.
Com os ambientes industriais em constante mudança, Lopes afirma que a adequação às normas exige atualização permanente. "Nosso trabalho é orientado pela análise das características de cada ambiente e pelo acompanhamento das normas vigentes", destaca o executivo.
"Manter o ar limpo nos ambientes industriais não é apenas uma questão de atender à legislação. Está diretamente ligado à redução de afastamentos por problemas respiratórios, aumento da concentração dos colaboradores e menor rotatividade", acrescenta.
A pesquisa da Global Growth Insights aponta que o mercado de filtros de ar pode atingir US$ 74.278 milhões até 2033, com taxa de crescimento anual de 5,9%. Esse avanço reflete o fortalecimento das exigências por soluções voltadas à segurança ambiental e ao controle da exposição ocupacional.
"A percepção de um ambiente seguro fortalece o engajamento e a imagem da empresa junto aos trabalhadores e ao mercado. Qualidade do ar é um investimento que pode se traduzir em produtividade, bem-estar e reputação", conclui Nascimento.
Para saber mais, basta acessar: https://speedair.ind.br/





