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Empresas brasileiras de engenharia miram o Texas nos EUA

A demanda por serviços especializados de engenharia de data centers no Texas cresceu 38% entre 2018 e 2024, segundo o Bureau of Labor Statistics, e o estado concentra hoje mais de 600 megawatts de nova capacidade em obras na região de Dallas-Fort Worth — 87% já pré-locados. É nesse cenário que empresas brasileiras especializadas em infraestrutura crítica têm direcionado suas operações para o estado, atraídas por custos de energia elétrica até 36% menores do que a média nacional, segundo dados da EIA.

O mercado americano de data centers atravessa um dos ciclos de expansão mais intensos de sua história. Segundo dados da JLL, aproximadamente 8 gigawatts de nova capacidade estão em construção na América do Norte, com 73% já pré-locados por operadores de nuvem e empresas de colocation. A taxa de vacância está abaixo de 3% — a menor já registrada no setor. Esse cenário cria demanda contínua por fornecedores especializados em comissionamento, operação e manutenção de instalações críticas, exatamente o tipo de serviço que empresas brasileiras de engenharia estão bem posicionadas para oferecer.

"O empresário brasileiro que atua em engenharia ou infraestrutura ainda costuma chegar nos EUA olhando para os mesmos destinos de sempre. O que poucos percebem é que o Texas oferece uma combinação de custo, incentivo fiscal e demanda de mercado que pode mudar completamente a viabilidade financeira da operação", afirma Flávio Inacarato, sócio-fundador da Naventia, consultoria especializada na internacionalização de empresas brasileiras para os Estados Unidos.

Entre os fatores que tornam o Texas estratégico para o setor, destacam-se a energia elétrica comercial até 36% mais barata do que a média nacional, segundo dados da EIA, e a isenção estadual de 6,25% sobre equipamentos e energia elétrica para projetos de data centers qualificados (Texas Tax Code §151.359).

Para a Naventia, que já assessorou a entrada de empresas brasileiras de diferentes setores no mercado americano, a escolha do estado é uma das decisões mais subestimadas no processo de internacionalização. "A maioria dos erros que vemos acontece antes da empresa abrir qualquer entidade nos EUA. Escolher o estado errado para o modelo de negócio pode representar dezenas de milhares de dólares em custos evitáveis por ano", explica Inacarato. A consultoria estrutura operações nos EUA combinando diagnóstico estratégico, definição do estado de operação, constituição de LLC ou holding em Delaware, planejamento fiscal e abertura de conta bancária empresarial.

O mercado de manutenção e suporte de data centers nos EUA deve crescer de US$ 3,91 bilhões em 2024 para US$ 9,73 bilhões em 2032, segundo dados da Credence Research. Para empresas brasileiras com experiência consolidada em projetos de missão crítica — hospitais, indústria pesada, telecomunicações —, a janela de entrada no mercado americano é considerada favorável, especialmente em estados como Texas, que combinam demanda crescente com ambiente regulatório e fiscal pró-negócios.

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