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Climatério e menopausa demandam manejo metabólico

O climatério é a fase da vida da mulher que marca a transição entre os períodos reprodutivo e não reprodutivo, incluindo pré-menopausa, perimenopausa, menopausa e pós-menopausa. Nesta etapa, a redução na produção de hormônios ovarianos, como estrogênio e progesterona, provoca alterações que afetam diversos sistemas do organismo, elevando o risco de irregularidades menstruais, alterações cardiovasculares, metabólicas e ósseas, além de impactar a saúde da pele, cabelos e função sexual.

Conforme informado pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, no Brasil, cerca de 17 milhões de mulheres estão no climatério, que ocorre entre 40 e 65 anos, e aproximadamente 9,2 milhões se encontram na menopausa, que geralmente se inicia por volta dos 50 anos e se estende até os 65.

A Dra. Priscila Hime, médica ginecologista com atuação focada em ginecologia endócrina, reforça que o climatério não é marcado apenas por uma queda hormonal isolada, mas por uma reorganização completa do metabolismo. "De fato, tudo começa na queda da produção hormonal, porém é preciso entender o que isso promove no metabolismo. É uma desregulação metabólica completa com impacto bioenergético e inflamatório".

De acordo com a especialista, a redução dos hormônios impacta diretamente na função das mitocôndrias, diminuindo a capacidade de produção de energia celular e no balanço do metabolismo dos carboidratos, com aumento da resistência insulínica, acúmulo de gordura abdominal (visceral) e aumento da inflamação crônica.

"Além disso, há efeitos na regulação neuroendócrina — especialmente no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), favorecendo maior produção de cortisol, mais uma vez, aumentando a inflamação crônica —, na redução do gasto energético basal — lentificando o metabolismo — e alterações na sinalização de saciedade e apetite pela mudança de produção de outros hormônios como GLP-1", acrescenta a médica.

Conforme explica a Dra. Priscila Hime, a menopausa está fortemente associada ao fenômeno de "inflammaging", caracterizado por inflamação crônica de baixo grau. Segundo ela, a queda do hormônio estrogênio reduz o efeito anti-inflamatório dos estrogênios, favorece aumento de citocinas pró-inflamatórias (IL-6, TNF-α) e estimula a infiltração macrofágica — acúmulo de células de defesa do sistema imunológico — no tecido adiposo.

"Com isso, acontece uma expansão do tecido gorduroso visceral, que é a gordura metabolicamente ativa. O adipócito passa a atuar como órgão endócrino pró-inflamatório, favorecendo, assim, um ciclo de retroalimentação entre inflamação e resistência insulínica. Tudo isso explica a mudança clássica da composição corporal: redução de massa magra, aumento de gordura visceral, piora da qualidade tecidual", detalha a especialista.

A médica ressalta que uma investigação clínica detalhada pode ajudar a identificar desequilíbrios metabólicos silenciosos que impactam a saúde e o bem-estar da mulher. De acordo com ela, grande parte das disfunções no climatério ocorre em nível metabólico celular, antes de alterações laboratoriais clássicas.

"É muito importante que as vias metabólicas sejam avaliadas, o intestino, o eixo HPA e os micronutrientes. Todas essas avaliações fornecem dados indiretos para diagnosticar os distúrbios silenciosos. Com as vias metabólicas alteradas identificadas, é possível antecipar o diagnóstico e possibilitar intervenções antes da manifestação clínica evidente. Por isso é tão importante que essa mulher seja ouvida e compreendida", declara.

Acompanhamento estruturado contribui no emagrecimento

A Dra. Priscila Hime afirma que o acompanhamento médico estruturado contribui para a organização do metabolismo e para melhores resultados no longo prazo, pois permite atuar de forma dinâmica e adaptativa sobre os sistemas alterados. "Um acompanhamento próximo permite corrigir rotas com mais agilidade e eficácia nas respostas. Além disso, a paciente se sente sempre cuidada, o que aumenta a adesão ao tratamento e o sucesso terapêutico".

Segundo a profissional, a personalização permite compreender a necessidade de cada paciente e o que de fato está ocorrendo no organismo. "É possível estruturar um tratamento que leva em consideração a genética, o metabolismo, a microbiota intestinal e o seu estilo de vida, aumentando a eficácia no tratamento, reduzindo efeitos colaterais e possibilitando a prevenção de doenças graves futuras", enfatiza.

Para a ginecologista, durante o climatério, há um ambiente fisiológico propício para progressão de condições como obesidade e lipedema. Ela esclarece que a obesidade surge com o aumento da resistência insulínica, redução da taxa metabólica basal e maior acúmulo de gordura visceral. Enquanto o lipedema é comumente diagnosticado nessa fase da vida, justamente pela piora que apresenta.

"O primeiro hormônio que costuma cair nessa fase é a progesterona, promovendo uma condição de dominância estrogênica, o que favorece essa piora do lipedema. Além disso, o tecido adiposo fica mais inflamado, surgem alterações na microvasculatura e nos tecidos linfáticos e fibrose mais intensa", sintetiza a profissional.

A médica destaca que um dos principais equívocos que mulheres cometem para lidar com as mudanças do corpo após os 40 anos é procurar um psiquiatra e, na sequência, o endocrinologista. No entanto, o tratamento deve iniciar com um ginecologista endócrino, que é o profissional mais capacitado para tratar a fase. Além disso, a especialista pontua que muitas tentam se tratar sozinhas, alterando o estilo de vida.

"Algumas mulheres ainda lançam mão de dietas restritivas, sem considerar a necessidade de cada organismo e a saúde intestinal, não priorizam o sono e o ritmo circadiano, usam medicações ou hormônios semelhantes aos das amigas. E tudo isso, além de perigoso, pode piorar o quadro. Por isso, é fundamental buscar um profissional capacitado", conclui a Dra. Priscila Hime.

Para mais informações, basta acessar ao site oficial da Dra. Priscila Hime: http://priscilahime.com/

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