Notícias Corporativas

Tecnologia digital transforma a personalização de produtos

A personalização de produtos, antes restrita a grandes tiragens e a poucos materiais, tem sido remodelada pelo avanço da impressão digital, da automação e da inteligência artificial. O movimento aparece nos números do mercado de impressão sob demanda, que deve saltar de US$ 10,21 bilhões em 2024 para US$ 102,99 bilhões em 2034 no mundo, segundo a Precedence Research. No Brasil, a Grand View Research projeta crescimento de 22,4% ao ano entre 2025 e 2033, o que deve tornar o país o mercado de maior expansão da América Latina no segmento.

A tecnologia responde a uma mudança de comportamento. Levantamento da Zendesk divulgado pela Agência Sebrae indica que 59% dos consumidores preferem experiências personalizadas. A demanda também alcançou o mercado corporativo: segundo levantamento da consultoria LTP, o setor formal de brindes movimentou cerca de R$ 3,1 bilhões em 2024, sustentado pela procura por itens personalizáveis.

Da serigrafia à impressão digital

A principal transformação está na substituição gradual de métodos analógicos, como a serigrafia, por técnicas digitais que viabilizam pequenas quantidades sem perda de qualidade. Tecnologias como a impressão DTF (Direct-to-Film) e sua variação curada por luz ultravioleta, a DTF UV, permitem aplicar imagens em alta definição sobre tecidos, mas também sobre superfícies rígidas antes consideradas difíceis, como vidro, metal, madeira, acrílico e cerâmica. A gravação a laser e a impressão UV direta ampliam ainda mais o conjunto de materiais que aceitam personalização.

Esse conjunto de recursos reduziu barreiras de entrada e alterou a escala de produção. "A impressão digital reduziu as quantidades mínimas e ampliou os materiais que aceitam personalização, o que antes era inviável em pequenas tiragens", afirma Rodrigo Pereira, porta-voz técnico da Innovation Brindes, empresa de brindes corporativos e personalização. A companhia opera técnicas como impressão UV, DTF e gravação a laser aplicadas a itens promocionais.

Inteligência artificial e automação

Se a impressão digital reduziu o custo por unidade, a automação e a inteligência artificial passaram a organizar a produção em escala. Relatório da Precedence Research, com aplicações já consolidadas no setor, lista quatro usos principais: correção de arquivos em tempo real, que reduz desperdício; automação de design, com variações gráficas a partir das preferências do usuário; previsão de demanda de insumos; e análise de dados para recomendações personalizadas. O efeito é permitir séries menores e mais frequentes, sem os gargalos operacionais típicos da produção sob medida.

Personalização como padrão

No varejo, quatro categorias concentram a expansão projetada para o Brasil: vestuário, decoração, copos e utilitários, e acessórios. A lógica, segundo a Grand View Research, é a de produtos tratados como extensão da identidade do consumidor, o que aproxima moda, presentes e itens de uso cotidiano. O desafio apontado para os próximos anos está menos na capacidade de imprimir e mais na integração entre plataformas de e-commerce, produção e logística, à medida que a personalização deixa de ser diferencial e passa a ser tratada como padrão.

INSCREVA-SE E FIQUE POR DENTRO DAS NOSSAS NOVIDADES, SORTEIOS E PROMOÇÕES

Invalid email address
Prometemos não enviar spam para você.  Pode cancelar sua inscrição a qualquer momento.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo