Medicação para emagrecer amplia busca por cirurgia plástica


O aumento do uso de medicamentos para emagrecimento vem sendo acompanhado por uma mudança no perfil dos pacientes que procuram cirurgia plástica. Segundo o cirurgião plástico Dr. Felipe Mendonça (CRM 4880 | RQE 2837), pessoas que alcançam uma perda significativa de peso com o auxílio desses medicamentos têm buscado avaliação para tratar a flacidez da pele e o excesso de tecido em regiões como rosto, abdômen, braços e coxas.
Esse movimento também tem sido observado na literatura científica. Um estudo publicado na Aesthetic Surgery Journal aponta que a popularização dos medicamentos para emagrecimento foi acompanhada pelo aumento da demanda por cirurgias de contorno corporal em pacientes que desenvolveram flacidez e excesso de pele após uma perda significativa de peso.
"A flacidez observada após uma perda importante de peso está relacionada principalmente à redução do volume corporal. Os medicamentos não causam esse problema diretamente. O que acontece é que, em alguns pacientes, a pele não consegue retrair na mesma proporção em que o corpo emagrece", explica o cirurgião plástico Felipe Mendonça.
Além da retirada do excesso de pele, as cirurgias pós-emagrecimento passaram por mudanças importantes nos últimos anos. O planejamento atual busca preservar o contorno corporal e alcançar resultados mais naturais, utilizando técnicas e tecnologias que, em pacientes com indicação adequada, podem reduzir significativamente a extensão das cicatrizes em comparação às abordagens tradicionais.
Entre os recursos disponíveis está o Argoplasma, tecnologia utilizada para auxiliar na retração da pele durante determinados procedimentos. Outra possibilidade é a técnica Ugraft, empregada para aprimorar o contorno corporal quando há indicação clínica.
"Hoje, o planejamento cirúrgico não se limita à remoção do excesso de pele. Tecnologias como o Argoplasma e técnicas como a Ugraft permitem tratar a flacidez de forma mais refinada, contribuindo para um melhor contorno corporal e, muitas vezes, para a redução da extensão das cicatrizes em comparação com técnicas utilizadas no passado", comenta Felipe Mendonça.
A perda expressiva de peso também pode provocar alterações no rosto e no pescoço, como perda de volume, flacidez e maior evidência dos sinais do envelhecimento. Nesses casos, quando há indicação cirúrgica, uma das opções é o lifting facial associado ao lifting cervical por meio das técnicas Deep Plane e Deep Neck.
"Diferentemente das técnicas tradicionais, o Deep Plane e o Deep Neck não atuam apenas sobre a pele. Esses procedimentos reposicionam a musculatura e os tecidos profundos da face e do pescoço, buscando restaurar os contornos naturais e proporcionar um resultado mais harmônico, sempre respeitando as características anatômicas de cada paciente", explica Mendonça.




