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Disfunção erétil afeta 38% de homens jovens no Brasil

A disfunção erétil atinge 38% dos homens brasileiros entre 18 e 35 anos, segundo levantamento do Datafolha em parceria com a plataforma Omens, divulgado pela Veja Saúde. A publicação aponta aumento na incidência do quadro entre homens mais jovens, e que estudos internacionais indicam prevalência em torno de 30% nesse público. De acordo com a matéria, pesquisas apontam que os jovens têm usado medicamentos para disfunção erétil com cada vez mais frequência. Uma reportagem do programa televisivo Profissão Repórter mostra jovens que fazem uso desses medicamentos em bares de São Paulo, mesmo sem diagnóstico, e aponta a facilidade de acesso e o consumo associado a contextos sociais.

O Dr. Eduardo Miranda, médico urologista, com atuação em saúde sexual do homem, afirma que o aumento da disfunção erétil entre homens mais jovens tem duas explicações principais: a metabólica e a emocional. Ele enfatiza a relação entre saúde mental e saúde sexual.

"Hoje os homens mais jovens são sedentários, estão acima do peso, com pior qualidade de sono, alimentação inadequada e sinais precoces de síndrome metabólica, o que pode antecipar alterações vasculares e hormonais que impactam diretamente a função erétil. Além disso, essa população está mais exposta à ansiedade, estresse crônico, depressão e outras formas de adoecimento psíquico", pontua o médico.

De acordo com o especialista, as causas mais comuns da disfunção erétil em homens jovens costumam estar ligadas à ansiedade de desempenho, estresse, depressão e outros transtornos emocionais. Assim como alguns medicamentos, especialmente psicotrópicos, como antidepressivos, ansiolíticos, antipsicóticos e certos estabilizadores de humor, que podem interferir na libido e na ereção.

"A ereção depende de um equilíbrio fino entre estímulo sexual, relaxamento e resposta vascular. Em vez de estar presente na experiência, o jovem passa a monitorar o próprio desempenho, antecipar fracassos e alimentar pensamentos catastróficos. Quando o homem está ansioso ou estressado, há aumento de adrenalina, cortisol e ativação do estado de alerta, o que compromete a resposta erétil e pode se perpetuar", explica o urologista.

A disfunção erétil psicogênica corresponde a cerca de 75% dos casos em homens de até 45 anos, segundo levantamento publicado na CNN Brasil. O quadro pode estar relacionado a fatores como depressão, ansiedade, estresse, problemas de relacionamento e ao uso de medicamentos, como antidepressivos e ansiolíticos.

Segundo o Dr. Eduardo Miranda, muitos jovens, preocupados com estética, performance ou autoconfiança, fazem uso inadequado de testosterona e outras substâncias sem acompanhamento médico. Essa prática pode desregular o eixo hormonal, prejudicar a produção natural de testosterona e, em alguns casos, levar à queda do desempenho sexual.

Acompanhamento médico e tratamentos

O urologista destaca que uma falha isolada pode acontecer e, por si só, não define doença. Segundo ele, o que exige atenção médica é a repetição do quadro, especialmente quando começa a gerar insegurança, sofrimento, impacto na autoestima ou dificuldade recorrente na vida sexual.

"Quanto mais cedo isso é avaliado, melhor. Porque a falha repetida costuma alimentar medo de falhar novamente, e esse ciclo pode transformar um episódio pontual em um problema persistente. Além disso, em alguns casos, a disfunção erétil pode ser um sinal precoce de alterações metabólicas, hormonais ou vasculares que merecem investigação", orienta o médico.

Conforme esclarece o Dr. Eduardo Miranda, o tratamento depende da causa e, em muitos casos, envolve correção do estilo de vida e, quando há componente emocional importante, acompanhamento psicológico ou terapia sexual. Ele ressalta que também existem tratamentos farmacológicos eficazes, como medicações orais e, em casos selecionados, terapias injetáveis.

"Disfunção erétil é uma condição comum, tratável e muito mais frequente do que a maioria imagina. Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de maturidade e cuidado com a própria saúde. Quanto antes o paciente busca orientação, maiores as chances de identificar a causa, tratar corretamente e evitar que o problema ganhe proporções maiores no campo emocional, conjugal e sexual", declara o cirurgião urologista.

Para o médico, postergar a investigação e se apoiar apenas no remédio pode favorecer a progressão do quadro e tornar a disfunção mais complexa no futuro. Ele indica que o melhor caminho é procurar ajuda cedo, entender a causa e tratar o problema de forma completa, e não apenas tentar silenciar o sintoma.

"A banalização do uso de medicamentos como tadalafila e sildenafila, muitas vezes vendidos na internet como se fossem uma solução fácil, rápida e inofensiva, pode criar uma falsa sensação de controle e acabar mascarando problemas mais importantes, como alterações hormonais, metabólicas, emocionais ou até vasculares", alerta o urologista.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a disfunção erétil afeta cerca de 100 milhões de homens no mundo e é a disfunção sexual mais comum após os 40 anos. No Brasil, a prevalência se aproxima de 50% nessa faixa etária, cerca de 16 milhões de homens, e também está associada a condições como doenças cardíacas e diabetes.

Para mais informações, basta acessar: https://dreduardomiranda.com.br/

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