Cobrança de pedágio muda com avanço do Free Flow


A expansão do Free Flow, sistema de pedágio eletrônico sem praças físicas, modifica a dinâmica de circulação e cobrança nas rodovias brasileiras. Com a instalação de pórticos em trechos estratégicos, o modelo elimina paradas obrigatórias e a necessidade de redução significativa de velocidade, contribuindo para maior fluidez do tráfego. A adoção do sistema também está associada a ganhos operacionais relacionados à segurança viária e à sustentabilidade, como a redução de congestionamentos e de emissões de CO₂, especialmente em corredores de alto volume.
Esse novo formato de cobrança exige atenção principalmente dos motoristas que não utilizam tag eletrônica, já que, nesses casos, o pagamento não ocorre de forma automática no momento da passagem pelo pórtico. Diante da ampliação do sistema, a ConectCar reúne informações técnicas sobre o funcionamento do Free Flow e os principais aspectos relacionados à sua operação nas rodovias onde o modelo já está em vigor.
Funcionamento do sistema
O Free Flow é um sistema de cobrança eletrônica de pedágio que dispensa cabines e cancelas. A tarifação ocorre por meio de pórticos instalados ao longo da via, capazes de identificar os veículos por meio de tag eletrônica ou pela leitura da placa. O modelo já está em operação em rodovias como a BR-101/Rio-Santos, em trechos da Rodovia Presidente Dutra, além de vias concedidas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com expansão autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.
A adoção do sistema permite um fluxo contínuo de veículos, com impactos sobre o tempo de deslocamento, a previsibilidade das viagens e a eficiência operacional das rodovias, além de contribuir para a redução de paradas e acelerações frequentes, fator associado à diminuição do consumo de combustível e das emissões.
Modelo de cobrança
Nos veículos equipados com tag de pagamento automático, a cobrança e o pagamento ocorrem de forma integrada e automática no momento da passagem pelo pórtico, sem necessidade de qualquer ação adicional. Além da automação do pagamento, esse modelo também permite a aplicação de descontos tarifários previstos em contratos de concessão.
Nos casos em que o veículo não possui tag, a identificação ocorre por meio da leitura da placa, e o pagamento deve ser realizado posteriormente, no prazo estabelecido pela concessionária responsável pela rodovia. O não cumprimento desse prazo pode resultar em autuação e encargos adicionais.
Impactos na rotina dos motoristas
Com a ampliação do Free Flow, o sistema tende a se consolidar como parte da rotina de circulação em regiões metropolitanas e eixos logísticos. Para motoristas que utilizam rodovias recorrentemente, o entendimento das regras de funcionamento e cobrança é especialmente relevante nos casos em que não há uso de tag eletrônica.
Para os veículos equipados com tag, a automação do processo elimina a necessidade de acompanhamento de prazos ou ações posteriores relacionadas ao pagamento, contribuindo para maior previsibilidade na gestão dos deslocamentos. Do ponto de vista da mobilidade, o modelo contribui para a redução de gargalos, melhora a fluidez em horários de pico e favorece uma operação mais eficiente das rodovias concedidas.
Organização e automação no novo modelo
À medida que o Free Flow avança, soluções automatizadas de pagamento assumem papel relevante na integração entre identificação, cobrança e registro das passagens. Esses sistemas permitem centralizar informações, garantir a liquidação automática das tarifas e reduzir riscos operacionais, especialmente em um ambiente de cobrança sem paradas físicas.
A ConectCar acompanha a implementação do Free Flow no Brasil desde o início da operação do modelo, em 2023, e desenvolve soluções voltadas a esse formato, como a Tag Free Flow, sem cobrança de mensalidade, além de plataformas digitais destinadas à gestão das transações e ao acompanhamento das passagens pelos pórticos. "O avanço do Free Flow exige sistemas capazes de integrar identificação, pagamento e gestão de forma precisa, garantindo previsibilidade e eficiência para o ecossistema de mobilidade", afirma Newton Ferrer, diretor de Negócio e Produtos da ConectCar.



