Economia circular envolve a redução de resíduos e a reutilização de materiais


De acordo com uma pesquisa da Amcham, no ano de 2025, o número de pessoas engajadas nas temáticas ambientais, no Brasil, aumentou em 52%. A economia circular vem ganhando espaço na rotina da população brasileira. Cada vez mais, consumidores e investidores buscam marcas comprometidas com práticas sustentáveis, tornando a logística um diferencial competitivo.
Apesar de recicláveis, plástico e vidro enfrentam realidades distintas no Brasil. O plástico movimenta uma cadeia mais estruturada e emprega milhares de pessoas, o vidro sofre com baixa atratividade comercial, transporte caro e pouca coleta seletiva.
Um estudo da Boston Consulting Group (BCG) aponta que cerca de R$ 1,2 trilhão de reais são desperdiçados em todo o mundo por conta de descartes inadequados de materiais que poderiam ser reciclados e reaproveitados.
"Promover programas de coleta seletiva, apesar dos custos iniciais, é um investimento primordial para a sustentabilidade. As empresas que adotam esta cultura percebem os impactos positivos para o meio ambiente, e também para a reputação e o bem-estar de toda uma cadeia produtiva", pontua Vininha F. Carvalho, ambientalista, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
Segundo Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining, startup brasileira de logística reversa, as empresas que buscam implementar políticas de sustentabilidade e responsabilidade social precisam adotar modelos que combinem rastreamento digital com processos robustos de auditoria e validação. Sem essa estrutura, não é possível garantir que os materiais recycled utilizados em sua cadeia produtiva foram adquiridos de forma ética e respeitando a dignidade da mão de obra.
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 85% das indústrias brasileiras já desenvolvem algum tipo de prática de economia circular. Isso demonstra que o conceito, que envolve a redução de resíduos e a reutilização de materiais, está cada vez mais presente na estratégia das empresas.
"A participação do consumidor é determinante para o sucesso da economia circular. Sem adesão nas etapas de separação e entrega, os sistemas perdem eficiência. O resíduo reciclável, ao ser limpo e descartado corretamente, se transforma em matéria-prima e garante sustento para quem vive da reciclagem", finaliza Vininha F. Carvalho.


